No Líbano, Marconi fala sobre economia de Goiás e é citado à Presidência

Source: DM.COM.BR

O governador Marconi Perillo foi recebido neste sábado, em Beirute, por empresários e autoridades do Líbano em seminário de negócios em que apresentou as potencialidades e perspectivas de investimentos da economia de Goiás. Da reunião, realizada no Royal Hotel, participaram, entre mais de 100 representantes do governo, do parlamento e de companhias libaneses, o ministro da Defesa, Yaacoub El Saraf, e o chairman da General Mediterranean Holding (GMH), Nadhmi Auchi, presidente de conglomerado de mais 120 empresas instaladas ao redor do mundo.

Durante o encontro, Marconi foi citado como líder político de uma das principais economias do Brasil e possível candidato a presidente da República em 2018. O governador também recebeu os agradecimentos das autoridades e empresários libeneses por sua relação de amizade com a comunidade da nação que vive em Goiás – o Estado tem uma das maiores populações de libaneses e descendentes do Brasil.

Repercussão das medidas de ajuste e fiscal e dos programas de estímulo ao desenvolvimento econômico e humano repercutem entre empresários e autoridades presentes na reunião e levam a citação de governador como nome viável para a disputa presidencial no Brasil em 2018

Na plateia estavam os ministros Yaacoub El Saraf (Defesa), Michel Faraon (Planejamento) e Nicolas Tweini; o comandante-geral do Exército do Líbano, Jean Kahwaji, e o Inspetor-Geral do Exército Samir El Hage; o deputado federal pelo país Ibraim Kanaan; e os ex-ministros de Estado Mohammad Zoghbi, Adnan Al Kassar e Ali Abdallah – além de empresários de diversos setores do País. Acompanharam o governador o embaixador do Brasil no Líbano, Jorge Kadri, a primeira-dama Valéria Perillo, o secretário de Assuntos Internacionais, Isanulfo Cordeiro, o vice-presidente da Saneago, Elie Chidiac, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves, o empresário José Augusto, o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, e o jornalista João Bosco Bittencourt.

As medidas econômicas e na área fiscal adotadas pelo governador para conter os efeitos da crise econômica nacional sobre as contas do Governo de Goiás, mencionadas por empresários locais com intercâmbio comercial com o Brasil, levaram Marconi a ser mencionado no evento como nome cotado para a disputa para o Palácio do Planalto em 2018. A imprensa local indagou o governador sobre a disputa presidencial durante o evento. Marconi afirmou ficar honrado com a lembrança, mas disse estar focado na administração, na aceleração do crescimento da economia goiana e na melhoria dos serviços públicos. “A eleição presidencial é no ano que vem. Até lá, todos nós temos muito a fazer por nossos Estados e pelo Brasil”, disse à emissora de TV libanesa ANB, uma das maiores do país.

O chairman da General Mediterranean Holding (GMH), Nadhmi Auchi, discursou representando a plateia de empresários e afirmou que o governador Marconi Perillo lidera uma das economias mais robustas e arrojadas do Brasil, em pleno crescimento e com grandes oportunidades e potencial para novos investimentos. Auchi disse que Marconi não tem medido esforços para diversificar a economia de Goiás, com especial atenção à industrialização e em prol da promoção da inovação científica e tecnológica.

Representando o governo do Líbano, o ministro da Defesa, Yaacoub El Saraf, agradeceu a presença de Marconi e da delegação de Goiás e afirmou que a nação é amiga do Brasil não apenas em função das relações culturais entre os dois países mantidas através da comunidade libanesa, mas pelo espírito de crescimento econômico e humano, que, segundo ele, une os dois países.

“Comunidade libanesa nos ajuda a levar Goiás para frente”, afirma governador durante seminário de negócios

Marconi agradeceu a recepectividade das autoridades e dos empresários libaneses, os convidou para visitarem Goiás e afirmou que a comunidade do país e seus descendentes são parceiros do desenvolvimento econômico de seu Estado e do Brasil. “A comunidade libanesa do Brasil, formada por cerca de 10 milhões de pessoas, tem população maior – as senhores e os senhores sabem – que a do próprio Líbano. Goiás está entre os Estados do Brasil com maior número de cidadãos do Líbano e seus descendentes, todos parceiros do nosso crescimento econômico e social, uma comunidade formada por milhares de empresários, engenheiros, médicos e lideranças políticas que nos ajudam muito a levar Goiás para frente”, disse ele, sob aplausos.
“Goiás está entre os Estados do Brasil com maior número de cidadãos do Líbano e seus descendentes, todos parceiros do nosso crescimento econômico e social, uma comunidade formada por milhares de empresários, engenheiros, médicos e lideranças políticas que nos ajudam muito a levar Goiás para frente”, afirma Marconi
O governador afirmou que Goiás quer ampliar ainda mais sua parceria econômica e cultural com o Líbano, por meio de investimentos e intercâmbio comercial que promovam o desenvolvimento dos dois países. Marconi citou os números do crescimento da economia do Estado, e afirmou que a administração estadual é aberta estimula os investimentos estrangeiros. Marconi relatou os resultados da Missão Comercial do Governo de Goiás ao Oriente Médio e afirmou que volta ao Brasil com a certeza de que Líbano, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos passam a ver o Estado como ótima oportunidade para negócios e intercâmbio acadêmico, científico-tecnológico e cultural.
“Goiás é o Estado mais central do Brasil. Temos uma população empreendedora e muito trabalhadora, muito receptiva aos povos de todo o mundo. Estamos crescendo acima da média nacional graças a esse posicionamento diante do País e a essa mentalidade”, afirmou Marconi. O governador fez um relato sobre a situação fiscal e econômica do Brasil e disse que, com as medidas adotadas pelo presidente Michel Temer, o País está voltado aos trilhos do crescimento sustentável e de longo prazo.
“O presidente Michel Temer formou uma equipe econômica altamente qualificada e competente que está retomando os fundamentos do crescimento do Brasil. A inflação está em torno dos 5% ao ano, os juros estão em queda, a indústria está sendo estimulada e estamos vivendo um amplo debate nacional sobre as reformas imprescindíveis para o crescimento sustentável da economia”, disse o governador. Segundo Marconi, o conjunto de medidas vai acelerar o crescimento econômico do Brasil a partir do segundo semestre.
Marconi também relatou o esforço de seu governo para conter os efeitos da crise econômica nacional. O governador lembrou que as medidas de ajuste fiscal implantadas a partir do final de 2014 permitiram a manutenção de boa parte dos investimentos, o pagamento dos salários do funcionalismo, a manutenção dos serviços essenciais rigorosamente em dia e drástica das despesas correntes – conjunto de ações que colocarou o Governo de Goiás na posição de administração mais enxuta do País segundo a imprensa brasileira.
 
A comunidade libanesa que vive no Brasil, formada em sua maioria por descendentes, é maior do que a população do próprio Líbano. São quase 10 milhões de libaneses e descendentes em território brasileiro, diante de 3,5 milhões que vivem no país, uma república parlamentarista com presidente eleito pelo voto dos deputados.
Brasil e Líbano têm comércio bilateral de cerca de US$ 312 milhões por ano. Em 2010, foram comemorados 130 anos do início oficial da imigração árabe para o Brasil. Foi em 1880 que o primeiro navio com libaneses deixou o porto de Beirute, resulado de vista do imperador Dom Pedro II ao Líbano, quatro anos antes.
Muito antes, no entanto, árabes já tentavam a sorte no novo mundo. No Brasil, os primeiros árabes chegaram ainda no período colonial, para trabalhar como mascates. Em 1880, veio a primeira grande leva de libaneses cristãos, fugindo do Império Otomano, Estado de maioria muçulmana que dominava todo o Oriente Médio e era controlado pela etnia turca – em função disso, até os dias atuais os libaneses são popularmente denominados turcos. Os Estados que mais receberam migrantes libaneses foram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará e Goiás. (Informações da Agência Senado)