Complexo avícola irá movimentar R$ 400 milhões em investimentos na região

Source:    Jornal da Manhã

Jaguariaíva será a sede de um dos maiores complexos avícolas do Estado do Paraná. Foi assinado, na manhã de ontem, o protocolo de intenções entre a Global Mediterranean Holding (GMH) e o município de Jaguariaíva para este sediar a instalação do complexo agroindustrial para a produção de frangos inteiros e cortes. Intermediado pela Câmara de Comércio e Indústria Brasileira (CCIBRA), o empreendimento, que receberá um aporte de R$ 200 milhões, será enquadrado no Programa Paraná Competitivo, com a perspectiva de gerar 1,4 mil empregos diretos. Somadas as granjas necessárias para a operação do projeto, para o desenvolvimento das aves, o investimento chega a R$ 400 milhões na região, gerando cerca de 60 mil empregos indiretos. A cerimônia foi realizada no Cine Teatro Valéria Luercy.

“Esse projeto estava aqui, há três anos, só em papel. Queremos entrar para a história desse projeto, que vai ficar aqui. Um ponto muito importante para o progresso da cidade”, declara o diretor-presidente da CCIBRA, Ghassan Saab, que também é sócio do empreendimento. “O mais importante é que o projeto fica no Brasil, mesmo depois de tantos problemas políticos. É um grupo investidor internacional que acredita não só na região, mas no Brasil” enfatiza, informando que o empreendimento era pleiteado, inclusive, pela Argentina, cujo governo tentava a negociação para essa mudança.

O Prefeito José Sloboda, em seu discurso, agradeceu ao prefeito de São José da Boa Vista (Sérgio Kronéis, que estava presente na cerimônia), afirmando que ele foi fundamental na atração, já que ele deu a dica de que os investidores não conseguiriam se instalar em outra cidade da região que negociava o empreendimento – gerando a pró-atividade para bater o martelo. Sloboda destacou os inúmeros benefícios que o empreendimento trará ao município. “Em primeiro lugar é a geração de emprego e renda para a população da região. É uma nova atividade econômica, que vai fomentar outros setores. E, durante a construção e operação, aumentará a arrecadação de impostos e repasse de ICMS”, diz. Segundo ele, a contrapartida da prefeitura será de aproximadamente R$ 5 milhões para desapropriações.

Luiz Paulo Rover, engenheiro do projeto e sócio do empreendimento, destacou os motivos pelos quais Jaguariaíva foi escolhida: Agilidade na negociação, com todas as documentação e escrituras dos terrenos em situação regular; a disponibilidade das áreas necessárias para sediar o complexo (são quatro terrenos diferentes, totalizando 2,5 milhões de m²), clima apropriado e logística favorável.

Participaram da cerimônia o Gerente Operacional da GMH do Brasil, Mahmud Saab; o Secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Jaguariaíva, Pedro Delgado; a prefeita de Sengés, Elietti Jorge; e Edilson Corsini, representando o prefeito de Arapoti; entre outros convidados.

Frigorífico necessita de mil granjas

O objetivo dos empreendedores é iniciar as obras o quanto antes as obras, tão logo que assumam as áreas da Prefeitura. Tudo deve estar em execução em até seis meses, já que o objetivo é iniciar as operações já em 2017, pelos contratos assinados com outros países. Em total capacidade, o frigorífico abaterá 400 mil aves por dia. Somente o frigorífico receberá investimento de R$ 100 milhões, equipado com o que há de mais moderno no mundo (equipamentos alemães), onde trabalharão mil pessoas. Nesses seis empreendimentos são 200 mil m² de área construída, mas se somadas as áreas previstas para as mil granjas que suprirão o frigorífico, serão mais de 2 milhões de m² construídos. A GMH instalará, nas próximas semanas, um escritório em Jaguariaíva e o objetivo é trazer o fundador da GMH, Nadhmi Auchi, ao município. Ele, que é o principal investidor do projeto, figura na lista da ‘Forbes’ entre os mais ricos do mundo

Renda pode superar R$ 17 mil a cada 42 dias aos parceiros

No total, são seis investimentos distintos, divididos em quatro áreas: uma de 650 mil m², a qual seria destinada para o Centro de Eventos, para a implantação do frigorifico e de uma fábrica da ração; outra de 990 mil m² perto do ‘Mercosul’ para a instalação de granjas de matrizeiros de aves; outra de 643 mil m² atrás do ‘Campo de Aviação’ para a instalação de granja de cria e recria; e mais uma de 67 mil m² para instalação de incubatório de aves. Ghassan destacou a necessidade de investidores para fechar as mil granjas em toda a região. Segundo ele, a GMH pagará 50 centavos por cabeça, o que representa um faturamento de R$ 17 mil a cada 42 dias para cada granjeiro. Segundo ele, a GMH auxiliará no desenvolvimento e aporte para os financiamentos. “Precisamos de muitas pessoas trabalhando conosco”, aponta.